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Quanto dar de entrada num apartamento em 2026: o mínimo, por que dar mais e como usar o FGTS

Quanto dar de entrada num apartamento em 2026: o mínimo, por que dar mais e como usar o FGTS

A entrada é a primeira barreira de quem vai sair do aluguel — e também a alavanca mais poderosa para deixar o financiamento mais barato. A pergunta "quanto preciso dar de entrada num apartamento?" tem uma resposta de mínimo simples, mas a resposta inteligente é outra: dar mais entrada, quando possível, muda completamente o tamanho da parcela e dos juros que você vai pagar.

Este guia mostra o mínimo exigido em 2026, por que vale a pena dar mais, exemplos reais com diferentes valores de imóvel e como o FGTS entra nessa conta.

Qual é a entrada mínima

Na maioria dos financiamentos, o banco financia até 80% do valor do imóvel — ou seja, a entrada mínima é de 20%. Para um apartamento de R$ 350 mil, isso significa R$ 70 mil de entrada e R$ 280 mil financiados.

Esse percentual é o piso. Quanto mais você conseguir adiantar acima dos 20%, melhor fica a sua condição — e é aí que mora a parte que quase ninguém calcula.

Por que dar mais entrada compensa

Cada real a mais na entrada reduz o valor financiado, e isso tem efeito em cascata:

  1. A parcela cai. Menos valor financiado significa parcela menor do começo ao fim.
  2. Você paga menos juros no total. Os juros incidem sobre o saldo devedor; quanto menor ele começa, menos juros se acumulam ao longo de 30 anos.
  3. A renda exigida diminui. Como o banco limita a parcela a cerca de 30% da renda, uma parcela menor abre o financiamento para quem ganha menos.

Veja o efeito num apartamento de R$ 350 mil, pelo MCMV Faixa 3 (juros de 7,66% ao ano), em 360 meses:

Entrada Valor financiado 1ª parcela (SAC) Renda necessária
20% (R$ 70 mil) R$ 280.000 R$ 2.506 ~R$ 8.350
30% (R$ 105 mil) R$ 245.000 R$ 2.192 ~R$ 7.300
40% (R$ 140 mil) R$ 210.000 R$ 1.879 ~R$ 6.300

Cada 10% a mais de entrada derruba a primeira parcela em cerca de R$ 300 e reduz a renda exigida em torno de R$ 1.000. É a forma mais direta de fazer o imóvel caber no seu orçamento.

Quanto de entrada para cada faixa de imóvel

Com a entrada mínima de 20%, em 2026:

Valor do imóvel Entrada (20%) Financiado 1ª parcela (SAC, 360 meses)
R$ 250.000 R$ 50.000 R$ 200.000 ~R$ 1.790 (Faixa 3, 7,66%)
R$ 350.000 R$ 70.000 R$ 280.000 ~R$ 2.506 (Faixa 3, 7,66%)
R$ 450.000 R$ 90.000 R$ 360.000 ~R$ 3.832 (Faixa 4, 9,9%)

Repare que o imóvel de R$ 450 mil passa do teto da Faixa 3 (R$ 400 mil) e cai na Faixa 4 (juros de 9,9%), o que encarece a parcela além do efeito do valor maior. Entender as faixas do Minha Casa Minha Vida ajuda a comprar dentro do teto certo.

Como usar o FGTS na entrada

O FGTS é a forma mais comum de completar a entrada sem precisar de tudo em dinheiro. Você pode usar o saldo do Fundo para compor a entrada, abatendo diretamente do valor que precisaria ter guardado. As principais condições:

  • O imóvel deve ser residencial e urbano, dentro dos limites de valor do programa.
  • Você precisa ter pelo menos 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS (somando todos os contratos).
  • Não pode ter outro financiamento ativo no SFH nem outro imóvel na mesma cidade.

O passo a passo completo, com os documentos, está no guia como usar o FGTS para comprar imóvel. Na prática, somar FGTS + dinheiro guardado é o que viabiliza a entrada de boa parte dos compradores.

Não confunda entrada com os custos de cartório

Um erro frequente é juntar exatamente os 20% e descobrir, na hora de assinar, que faltam os custos da transação. Além da entrada, você precisa ter em caixa:

  • ITBI: em torno de 2% a 3% do valor, dependendo da cidade (em Osasco são 3%; compare no guia de ITBI da região).
  • Registro em cartório: cerca de 2,5% do valor.

Para um imóvel de R$ 350 mil, isso soma aproximadamente R$ 19 mil além da entrada de R$ 70 mil. O simulador já mostra esses valores junto com a parcela, para você não ser pego de surpresa.

Perguntas frequentes

Qual a entrada mínima para financiar um apartamento?
Em geral, 20% do valor do imóvel, porque o banco costuma financiar até 80%. Para um apartamento de R$ 350 mil, a entrada mínima é de R$ 70 mil.

Vale a pena dar mais entrada do que o mínimo?
Sim, sempre que possível. Cada 10% a mais de entrada reduz a primeira parcela em cerca de R$ 300 (num imóvel de R$ 350 mil), diminui os juros pagos ao longo do contrato e reduz a renda que o banco exige.

Posso usar o FGTS como entrada?
Pode. O FGTS pode compor a entrada se o imóvel for residencial urbano dentro dos limites do programa, você tiver ao menos 3 anos de regime FGTS e não tiver outro financiamento ativo no SFH nem imóvel na mesma cidade.

A entrada cobre os custos de cartório e ITBI?
Não. ITBI (2% a 3%) e registro (cerca de 2,5%) são custos separados, pagos além da entrada. Para um imóvel de R$ 350 mil, são cerca de R$ 19 mil a mais.

Dá para financiar sem entrada?
Na prática, não no crédito tradicional — o banco exige no mínimo 20%. O que viabiliza a entrada para a maioria é somar dinheiro guardado com o saldo do FGTS.

Próximos passos

A entrada não é só um obstáculo: é a sua principal ferramenta para baixar a parcela e a renda exigida. Antes de decidir quanto adiantar, veja o efeito no seu caso.

Simule o financiamento com o valor do imóvel e diferentes valores de entrada e compare as parcelas. Se quiser ajuda para montar a entrada usando o FGTS e encontrar um imóvel na faixa certa do MCMV, me chame no WhatsApp — eu ajudo a fechar essa conta com você.

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Fale com o Corretor Yuri para encontrar o imóvel ideal para você.

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