Quanto é a entrada mínima em 2026
No financiamento pelo SBPE (o crédito imobiliário tradicional dos bancos), a entrada mínima é de 20% do valor do imóvel — o banco financia até 80% e você precisa entrar com o restante. Num apartamento de 2 quartos a partir de R$ 250 mil, que é a faixa mais comum em Osasco, isso significa uma entrada de R$ 50 mil. Num imóvel de R$ 350 mil, R$ 70 mil.
Essa trava existe porque o banco precisa de uma margem de segurança: o imóvel é a garantia do empréstimo, e financiar 100% deixaria o banco exposto a uma queda de preço. Por isso, mesmo com renda folgada, dificilmente você financia sem nenhuma entrada no SBPE. A boa notícia é que esses 20% não precisam sair todos do seu bolso, como as próximas seções mostram.
Quanto maior a entrada acima do mínimo, menor o valor financiado — e, com ele, a parcela mensal e o total de juros pago ao longo do contrato. O simulador mostra em segundos o efeito de cada R$ a mais de entrada sobre a parcela.
O FGTS reduz (ou quase zera) o que sai do bolso
O saldo do seu FGTS pode compor a entrada de um imóvel residencial, o que muda completamente a conta para quem trabalha de carteira assinada há alguns anos. Em vez de juntar os R$ 50 mil de entrada de um imóvel de R$ 250 mil só com poupança, boa parte pode vir do fundo — e muita gente descobre que tem mais saldo acumulado do que imaginava.
Há requisitos do SFH para usar o FGTS na compra: o imóvel precisa ser residencial e urbano, você não pode ter outro imóvel registrado na cidade onde mora ou trabalha, e precisa respeitar o intervalo mínimo entre usos do fundo para esse fim. Quem mora em São Paulo capital, por exemplo, pode usar o FGTS para comprar em Osasco sem problema, desde que não tenha imóvel na cidade onde reside ou trabalha.
Na prática, o erro mais comum é não contar o FGTS ao calcular a entrada e concluir que "ainda falta muito para comprar". Some o saldo das contas de FGTS de todos os compradores do financiamento antes de descartar uma faixa de preço — frequentemente a entrada já está mais perto do que parece.
No Minha Casa Minha Vida, o subsídio entra como parte da entrada
Para quem se enquadra nas faixas de menor renda do Minha Casa Minha Vida, o programa concede um subsídio direto que abate o valor a financiar — funcionando, na prática, como uma parte da entrada paga pelo governo. Combinado com o FGTS, o desembolso de entrada do seu bolso pode ficar baixo, e essa é a razão de tanta gente conseguir sair do aluguel antes do que planejava.
O subsídio diminui conforme a renda familiar sobe, e nas faixas superiores do programa ele já não existe — mas os juros continuam menores que os do mercado, o que reduz a parcela e, indiretamente, a folga necessária para a entrada. Vale checar em qual faixa você se enquadra antes de definir o quanto precisa guardar.
Comprando na planta, a entrada é parcelada
Quando você compra um apartamento na planta, a entrada não precisa estar inteira no dia da assinatura: ela é diluída em parcelas mensais pagas direto à construtora durante a obra, até a entrega das chaves. Em vez de juntar R$ 50 mil antes de comprar, você paga essa entrada ao longo de meses ou anos, no ritmo da construção.
Essas parcelas da fase de obra são pagas direto à incorporadora e não carregam os juros de um financiamento bancário — costumam ser corrigidas por um índice de construção (como o INCC) até a entrega. O financiamento bancário, com a entrada já formada pelas parcelas pagas, só entra em cena quando o imóvel fica pronto e você financia o saldo restante. Para quem tem renda boa mas ainda não acumulou a entrada à vista, a planta é o caminho mais natural.
Quanto reservar ALÉM da entrada
A entrada não é o único desembolso na compra. Além dela, há os custos paralelos que precisam estar reservados em dinheiro, porque não entram no financiamento: o ITBI, que em Osasco é de 3% sobre o valor do imóvel, mais as despesas de escritura e registro em cartório e a taxa de avaliação do banco.
Como regra de bolso, reserve algo em torno de 4% a 5% do valor do imóvel além da entrada para cobrir esses custos. Num imóvel de R$ 250 mil, isso significa de R$ 10 mil a R$ 12,5 mil somados à entrada. Subestimar essa parte é um dos tropeços mais comuns — o comprador junta exatamente os 20% e descobre na reta final que faltam os custos de cartório e o ITBI.
Vale a pena dar uma entrada maior?
Dar mais do que a entrada mínima reduz o valor financiado e, com ele, a parcela mensal e o total de juros ao longo de todo o contrato — então, financeiramente, uma entrada maior quase sempre sai mais barata no fim. Cada R$ 10 mil a mais de entrada derruba a parcela e economiza juros por anos.
O contrapeso é a sua reserva de emergência: não vale esvaziar todas as suas reservas para dar uma entrada gorda e ficar sem fôlego para imprevistos logo depois de assumir um financiamento de décadas. O equilíbrio razoável é dar a maior entrada possível mantendo uma reserva que cubra alguns meses de despesas. O simulador ajuda a ver, em segundos, o quanto cada real a mais de entrada reduz a sua parcela — assim você decide com número na tela, não no escuro.